quinta-feira, 29 de outubro de 2009

O que você aprende na faculdade


Seja sincero: quanto do conhecimento que você faz uso hoje em sua profissão foi adquirido em disciplinas da faculdade?

Esta questão vem me intrigando a algum tempo, espreitando aqui e ali, furtivamente. Finalmente, pegou-me fortemente quando soube da possibilidade de realizar atendimentos em meu estágio durante o ano que vem e, principalmente, pelo fato de perceber que estou a caminho de completar a metade de minha graduação.

Encaminho-me para o terceiro ano da graduação em psicologia e, no entanto, não me sinto minimamente qualificada para exercer tal profissão!
Contra tal acusação, alguns poderão argumentar: "É cedo ainda", ao qual outros dirão: "Algumas coisas você só aprende na prática"

Peço perdão se o leitor compartilha destas idéias, mas absolutamente não acredito em sua validade. Tentarei, aqui, expor meu descontentamento.

A graduação é tida hoje, ao menos no Brasil, como a principal forma de adquirir habilidade e conhecimento para desenvolver atividades profissionais. No entanto, não estou muito certa da sua capacidade para cumprir esta função. A maior parte das disciplinas ministradas são essencialmente introdutórias ou tendem muito para a generalização de conceitos. Ao final, sabe-se sobre muito, mas quase nada sobre o essencial.
O que percebo hoje, na minha graduação em Psicologia, é que perde-se muito tempo para "formar a base" e pouco dedica-se ao ensino de conceitos e estratégias práticas fundamentais ao exercício da função de psicólogo. Estudos sobre a estrutura do cérebro, seu mecanismo de funcionamento e especialmente a história da disciplina somam grande parte do calendário acadêmico. Também o fazem disciplinas relacionadas a pesquisa, a despeito do fato de que apenas uma pequena porcentagem dos estuidantes seguirá carreira acadêmica.

Não acredito que tais conhecimentos sejam "inúteis". Reconheço sua importância, prezando, no entanto, por um remanejamento da dedicação dispensada a cada uma delas. Acredito na importância de se compreender o funcionamento anatômico e fisiológico do cerebro. No entanto, acredito ainda mais na necessidade de se obter um entendimento completo acerca de suas especificidades na ocorrência de neuropatologias. Da mesma forma, compreendo a importância do conhecimento da história de uma disciplina. Mas não compreendo o fato de seu estudo por vezes suplantar o estudo das contribuições atuais da disciplina em termos de conceitos e teorias. Afinal, são estes conceitos e teorias que - espera-se - deverão embasar a prática do profissional.

Em resumo, a graduação tem, pois, dedicado-se a fornecer a base para o formação do profissional. Isso não seria ruim não fosse o fato de que o aprofundamento fica creditado ao estudo externo às obrigações da graduação - o que nem sempre acontece.

Assim, bons profissionais devem atentar-se para cursos e especializações externas, além de montantes de livros infindáveis. Enquanto colocamos no mercado uma maioria de profissionais que não dispõe de tempo, dinheiro ou vontade para tal façanha. E pagamos por isso.

Ou a estrutura da graduação deveria ser modoficada ou deveríamos admitir, enfim, que esta não é capaz de formar sozinha profissionais completos para o mercado de trabalho.




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Domingo a tarde



Há neste mundo momento mais temido e odiado do que o domingo a tarde? Não, creio que não. Já na sexta-feira vem aquele desespero, aquela angústica e aquela dúvida sufocante: O que fazer com este tempo? Dramas a parte, que atire a primeira pedra quem nunca sentiu-se entendiado em um domingo a tarde. Ou melhor, compartilhe suas idéias! Aqui vão as minhas...


A opção mais clássica de todas! Devo admitir que até um tanto quanto entendiante, mas de qualquer forma, é válida. Especialmente para os dias de preguiça...
Jogos de tabuleiro
Divertidos! Pena que nos fazem enjoar rápido...
De longe meu favorito é o Imagem e Ação. Com mímica, é claro!

Jogos de cartas
Especiais também para os dias de preguiça

Pedalar
Nada melhor do que sair para pedalar um pouco no domingo a tarde. Não, este programa definitivamente não é para os dias de preguiça!

Cozinhar
Cozinhar no domingo a tarde?? Não, não pirei... Não é preciso ser nenhum prato elaborado, apenas um brigadeiro, uma pipoca ou um bolinho de chuva. No máximo um pão de queijo! Sempre é válido.

Conversar
Você queria o que, hein? Sou estudante de psicologia!


Quais são suas idéias para o domingo a tarde?


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domingo, 25 de outubro de 2009

Planos de Vida

Todo mundo tem planos para a vida. Grandes e pequenos, utópicos e ridículos. Comigo, não é diferente.
Aqui vai uma pequena lista dos meus planos:

Ser psicóloga
Ter um cachorro
Realizar trabalho voluntário
Viajar
Pedalar por hobby
Aprender a tocar violão
Ler
Não acompanhar novelas
Comer uma maçã por dia
Aprender a dançar forró
Rir muito
Jamais assistir programas de auditório
Falar outra língua
Ter um blog atualizado


Quais são seus planos?


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sábado, 3 de outubro de 2009

Minha Canção


Dorme a cidade
Resta um coração
Misterioso
Faz uma ilusão

Soletra um verso
Lá na melodia
Singelamente
Dolorosamente

Doce a música
Silenciosa
Larga o meu peito
Solta-se no espaço
Faz-se certeza
Minha canção


Réstia de luz onde
Dorme o meu irmão
(Chico Buarque)
Só para contextualizar: Esta foi a música que utlizamos ontem no final da intervenção dos Alegrologistas no hospital. Desde então, não consigo parar de ouvi-la!