terça-feira, 7 de setembro de 2010

Uma Breve História... de Tudo!



Li recentemente "Uma Breve História do Mundo" e recomendo. Um livro fantástico - e bastante audacioso! Imagine concentrar toda a história da humanidade em pouco mais de 300 páginas! É isto que Geoffrey Blainey - Professo de historia de Havard - se propôs - alcançou. Escreveu um livro essencial para quem quer entender mais sobre a história da humanidade, de uma forma descontraída, mas que nem por isto perde sua profundidade.

A narrativa leve e cativante leva o leitor a uma retrospectiva da vida do homem na terra, começando com a vida difícil e perigosa dos primeiros hominídeos, passando por suas primeiras grandes migrações e inventos. A riqueza e detalhes é tão grande que em diversos momentos é possível mesmo imaginar-se na pele destes homens primitivos, mestres na arte de sobreviver.

A história se desenrola, e sutilmente percebemos o homem moderno tomando forma. E mais do que isto, é possivel mesmo perceber o surgimento do mundo como o conhecemos hoje. A geografia dos povos, as invenções e descobertas, e até mesmo as transformações geográficas, ambientais e climáticas: todos estes processos são descritos de uma forma vertiginosa, com aquela pitada especial de "tudo ao mesmo tempo".

Mas, muito além da forma, para mim o maior trunfo de "Breve História do Mundo" está em seu conteúdo: a nararativa rompe definitivamente com o modelo de história etnocêntrico a que estamos acostumados. Civilizações modelo, tais como a grega e a romana não merecem maior destaque do que os aborígenes australianos. A sensação é de captar, por fim, uma versão fiel da história do homem.

Além disso, a história toda parece narrada sob o ponto de vista de homens de carne e osso. Os acontecimentos históricos e os rótulos perdem seu sentido frente a exploração do cotidiano dos seres humanos ao longo da história: seu modo de pensar, agir, enfim, seu modo de sobrevier e trazer sentido à própria vida. Formidável!



Vale a pena ler!


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sexta-feira, 3 de setembro de 2010

É rara

É rara! É a vida. Um sopro, veloz, loquaz e repentino. É hoje, é agora! É a vida que explode, que clama, que é. Simplesmente é.

É tempo. É tempo que acontece, que aparece de repente. E tão repentina e misteriosamente quanto chega, vai, corre, arrasta. Suga as almas,não espera. Inexorável e inatingível desafia: fita-nos decididamente e debocha "Você não pode me parar". "Você não pode me deter".

Inflexível e tirano. Não perdôa e não acolhe. Regozija-se apenas com seu poder. Seu poder de conceder e de obrigar. Seu poder de ser supremo e indispensável. Mas acima de tudo, seu poder de dar fim, ceifar com um só golpe as almas que arrasta...

...Para então continuar sua corrida eterna, apesar de tudo linda e sobretudo sem sentido.