sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Ilusão em cápsulas



Richard Dawkins é um ícone do ceticismo. Seus livros impressionam pela atitude corajosa de falar sobre tabus de forma absurdamente direta.

Neste documentário - o Serviço Irracional de Saúde - Richard Dawkins realiza uma ótima reflexão sobre a medicina alternativa, e o fato de que esta vem ganhando cada vez mais adeptos ao redor do mundo, enquanto a medicina tradicional tem sido olhada com certa desconfiança. Dawkins fala sobre os perigos de realizar esta troca, além de atentar para as diversas incongruências apresentadas por métodos de curas alternativos, que se apropriam de expressões e conceitos científicos - de forma errônea, diga-se de passagem - para fornecer tratamentos sem prova ou fundamento algum - e o que é pior, sem nenhuma eficácia.

"Devemos manter a mente aberta, mas não a ponto de esvaziar nossos cérebros!" - Richard Dawkins

Vale [muito] a pena assistir!


Continuação:

Parte 2:
http://www.youtube.com/watch?v=1oh9K-eDu4E&feature=related
Parte 3:
http://www.youtube.com/watch?v=FiTbuUNbIRY&feature=related
Parte 4:
http://www.youtube.com/watch?v=Kn8Hva8BPfs&feature=related
parte 5:
http://www.youtube.com/watch?v=Ani8KQggYBk&feature=related

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Sustentável é pouco

Absolutamente não simpatizo com a revista Vejo. Sua parcialidade e sensacionalismo me irritam profundamente. Mas, como boa curiosa que sou, não consegui deixar de folheá-la essa semana. Por acaso esbarrei, já nas primeiras páginas, com um trecho da coluna sobre sustentabilidade de Denis Russo, ex-editor chefe da Revista Super Interessante. O trecho falava sobre a vantagem da mudança para hábitos mais sustentáveis. E como boa eco-chata que sou também, acabei acessando a coluna na internet para ler o texto por completo.



E fiz bem. Denis Russo consegue, como poucos, falar sobre sustentabilidade sem tornar este um assunto enfadonho, sensacionalista e com pitadas de "o fim do mundo está próximo!". Ao invés das tradicionais dicas para economizar água, vemos discursos sobre o panorama mundial, reflexões sobre as mudanças que já estamos vivendo e aquelas que ainda estão por vir, além de comparações inteligentes com o passado. Tudo isso sem falar sobre alguns textos de caráter mais pessoal, como o relato da viagem ao Chile. Sensacional!

Denis Russo nos mostra que o assunto "sustentabilidade" é muito mais amplo do que as dicas sobre como economizar água. Ele nos mostra o quanto a economia, a psicologia e a história estão envolvidas nesta trama, e o quanto um estilo de vida sustentável está relacionado a profundas transformações em diversas estruturas que sustentam o mundo como o conhecemos hoje. Embora tais transformações já estejam em curso, e temos motivo para comemorar por isso. Afinal, Denis Russo deixa sempre aquele gosto de otimismo ao final de cada post.

Vale a pena ler!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Para os futuros colegas de profissão

Uma seleção de tiras que só os psicólogos (e futuros psicólogos) vão entender:







Tirei daqui







quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

De psicólogo e louco todo mundo tem um pouco

Me lembro muito bem da minha primeira aula de Psicologia Geral.
O professor pediu que nos reuníssemos em grupo e distribuiu entre nós uma folha com diversas questões cotidianas relacionadas a psicologia, como por exemplo, uma pergunta sobre os motivos que levam um estudante a entrar em uma escola/universidade armado e atirar em seus próprios colegas.

Pois bem. Em poucos minutos todos tínhamos em mãos uma grande quantidade de respostas. E muita convicção acerca de sua validade.

Meu professor passou então a ouvir atentamente todas as opiniões. E quando achávamos que iria nos dar as respostas, ele nos surpreendeu. Nos surpreendeu ao mostrar que absolutamente não havia resposta correta para nenhuma das questões propostas. E, no entanto, nós - recém saídos do vestibular - acreditávamos que poderíamos dizer muito sobre o assunto. Ledo engano!

Enfim, o sentido do exercício foi mostrar que, por lidar com fatores cotidianos, a Psicologia está sujeita a ter suas questões analisadas pelo senso comum. O resultado disso, é que quase todos nós acreditamos ser um pouco psicólogos e que nossa opinião é válida, sim, para a resolução destes problemas - afinal, vivenciamos muito deles!

Pois quando o assunto é física quântica, botânica ou mesmo genética nenhum leigo se arrisca a dar um pitaco. No entanto, no que diz respeito a questões de Psicologia - que, justiça seja feita, são tão complexas quanto, ou até mesmo mais complexas do que, questões de física quântica, botânica ou genética - todos acreditamos ter uma resposta na ponta da língua - e não só acreditamos como defendemos essa opinião (e - diga-se de passagem - a maioria dos jornalistas, apresentadores ou mesmo celebridades babacas não deixam de o fazer em veículos de massa).

Eu realmente amo ser estudante de Psicologia. Mas odeio quando, em uma conversa casual, cito algum conhecimento desta disciplina e alguém diz: "Não acho" ou "Não é assim", como se o tópico fosse questão de opinião ou achismo.

Não acredito que psicólogos nunca devam ser contrariados. Afinal, há uma extensa gama de questões em aberto dentro da Psicologia e mesmo pontos em que há discordância entre diferentes teorias. No entanto, há também muito conhecimento consagrado por anos de pesquisas com provas empíricas e resultados consistentes. E estes achados devem ser respeitados, tal qual o conhecimento em física, botânica ou genética!

Não se criam físicos, botânicos ou geneticistas sem anos de estudo e leitura. Como também não se criam psicólogos. E por isso, nós psicólogos, merecemos respeito sim. Afinal, nos baseamos em anos de estudo e pesquisa empírica e não na conversa da vizinha.