Nada!
Calma! Não sou contra as festas de final de ano (Aliás - adoro!).
Apenas gostaria de registrar o fato de que a simples utilização de uma marcação de tempo - o calendário - tem um efeito psicológico profundo em nós.
Quem nunca escreveu listas de promessas no final do ano? Que nunca parou para pensar sobre os acontecimentos do ano que passou? Quem nunca esperou mudanças para 'o ano seguinte"?
Racionalmente, sabemos que a vida é contínua e não pode ser dividida em períodos pré-programados e aplicados a todos os seres humanos sem distinções. Mas não resistimos a tentação de pensar desta forma. Seja porque é funcional e nos ajuda grandemente a nos organizar - em nível de sociedade inclusive- , seja porque cria a impressão mágica de que a vida é cíclica e tem a oportunidade de renovar-se a cada ano.
Seu emprego não te deu satisfação? Não estava empregado? Problemas na família, de saúde ou finaceiros? Tudo bem! A troca de calendários na parede é a maneira mais eficaz de renovar as esperanças e as promessas - implantando em nós a motivação e a persistência para seguir em frente. E para tentarmos sempre sermos filhos, pais, profissionais e parceiros "melhores" durante o próximo ano.
E ao fim deste próximo ano, quando estivermos sentados novamente na escrivaninha elabrorando uma nova lista de promessas, possamos nos deparar com a delícia de peceber o quanto avançamos - seja financeira, intelectual ou moralmente - durante o ano.
E principalmente para que possamos também perceber nossas falhas e insatisfações e elaborar uma nova lista de promessas - que pode inclusive repetir alguns itens do ano que se foi (e que nunca serão concretizados!) - mas que enfim, tem o poder de nos ajudar a dar um passo a mais - embora por vezes bem tímido - rumo a nosso ideal humano!
Bom ano novo a todos!
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