domingo, 30 de novembro de 2008

Fluoxetina






Tristeza. Tristeza a expirar por meus poros, escorrer por minha pele, contaminar meu suor. Tristeza úmida. Eterna. Comigo.
Tristeza de mãos desfeitas em carne, ossos e sangue. Tristeza de pensamentos desfeitos em neurônios e ilusão.
Tristeza de hoje e só. Somente. Cinzas, poeira e fim. É o fim. E é agora.

Tristeza a me injetar fracasso. Viscoso, forte. Fracasso que ecoa em minhas veias. Sangrento, faminto. Fome de futuro e de sorrisos. Fome de vida! Fracasso aderindo a meus músculos e corroendo meus ossos. Fracasso presente. Eterno. Comigo.
Fracasso de meus desejos. Minha mente é fracasso, e cada pensamento é perdido. É vão, inutilidade, lixo e nada. Fracasso que contamina. Domina e detém. Fracasso que me corrompe. Sou tua, totalmente tua e escrava de tua vontade. Sou fracasso em cada célula, cada passo e cada sonho. Sou fracasso.

Há uma carapaça sobre meus sentimentos. Já não os percebo. Não sei se sinto. Não há nitidez, há apenas manchas, um borrão de emoções. Sim, eu sinto, mas já não sei o que. Há uma barreira. Intransponível e inflexível. Impiedosa. Ou talvez não. Há algum sorriso, vindo de longe. Há também vestígios de planos. Há talvez alguma esperança. Há, afinal, luz contra a vidraça encardida. Confusão e perda. Mas há esperança, e já vale.
Há uma represa em meus olhos. As lágrimas já não reconhecem meu rosto. Tampouco se esvaem. Há algo de angústia líquida que bate contra a vidraça. Mas ela não se deixa lavar. Não há visão. Não há desejo de se ver. Há torpor, um grande torpor. Feliz e perigoso. Triste por perigoso. Torpor envolvente e dissimulado. Agarra-me e domina. Vem de minhas vísceras e me estrangula os pensamentos.
É perigoso, mas também tem piedade. Traz o alívio corrupto da falsidade e do engano. É, pois, acima da corrupção, um alívio. É glória e é louvável. E vale alguns trocados na esquina. É também chamada felicidade encapsulada.



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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Nua e Crua





Confesso que no começo tive dúvidas. Um médico extremamente brilhante, mal-humarado e grosso, e que apesar de tudo, acaba por despertar alguma afeição em você? Não... Fácil demais.
A curiosidade venceu, por fim, e comecei a acompanhar a série (Ok, o primeiro episódio que assisti foi o décimo da quarta temporada!Mas...). Acabei me apaixonando!
O médico de meia idade, que não traz nem no rosto, nem nas roupas, muito menos na postura um quê de superioridade, arrogância ou qualquer aspecto que pudesse despertar admiração. Não é um galã... Manca e traz sempre consigo uma bengala. Parece o avesso de um modelo de personagem de sucesso. Apesar disso, acaba-se por nutrir um respeito por este homem. Respeito não conquistado de forma cordial, diga-se de passagem. House é quase sempre rude e um tanto quanto incoveniente. Seus defeitos são encacarados ao olhar do espectador. House pode ser visto abusando de seu poder para humilhar outras pessoas ou mesmo fazer chantagens. Mas sua genialidade é o aspecto que predomina. E apesar de tudo, ainda se cria um afeto e uma admiração por este homem. Incrível!
O ambiente em que se passa a série também não é nada cordial. O cenário é um hospital, e a rotina é a vida contra a morte. Em sua forma mais concreta. Visualizamos a tênue linha que as separa. E somos confrontados a cada série com os limites da medicina e do próprio homem.
H ouse me conquistou. E não pelo roteiro muito bem escrito, nem mesmo pela curiosidade pela medicina. House me conquistou pela realidade que traz. Uma realidade exposta e gritante. Uma realidade que incomoda, remexe em nosso íntimo e nos faz admitir que não estamos preparados para lidar com algumas de suas questões. Em House, há personagens inseguros, personagens que traem, personagens que erram, personagens que vêem seus sonhos desmoronando, personagens que estão morrendo e personagens que morrem. Há personagens reais. Há, acima de tudo, realidade nua e crua.




Não fossem as sacadas geniais do Dr House, acho que quase não acreditaria que se trata de ficção

sábado, 8 de novembro de 2008

A pasta d´água e o batom vermelho...

"A máscara do palhaço oculta um nariz e revela um ser humano"


Grupo Doutores da Alegria, no qual foi inspirado os Alegrologistas.

Primeiramente, as desculpas pela mudança brusca no tema.
Mas ultimamente uma agitação tem me tomado muito o tempo. E preciso compartilhá-la com alguém.
O fato é: estou prestes a me tornar uma palhaça. Simples assim.
E sinceramente estou achando tudo maravilhoso!
Sempre fui uma garota tímida. Muito tímida. Extremamente tímida. Pobre pessoa de ois e tchaus.
Muitas pessoas já haviam me recomendado que tentasse fazer teatro. Aquela velha história de "Não é você quem está lá, é o personagem" e blá blá blá. Nunca acreditei.
Péssima idéia a minha!
Com o grupo Alegrologistas foi quase a mesma coisa. Mas o espírito já havia tomado conta de mim!
Já na primeira oficina tivemos a tarefa de encenar no palco uma situação circense. Qual não foi minha surpresa quando me peguei batendo palmas e rindo como uma criança, enquanto algumas pessoas inventavam uma banda de instrumentos imaginários e outras apresentavam números de mágica fajutos.
Brincamos de fantoches, inventamos situações, inovamos ao contar uma história usando somente os pés, as mãos ou os braços.
Quando me vi, estava encima do palco, falando sem parar por dez minutos!
E percebi que o palco não é realmente tão assustador quanto parece. E que me expor não dói. Faz bem!
Percebi o quanto é bom estar ali e compartilhar gargalhadas infantis com as pessoas!
E especialmente, o quanto é bom inventar vozes e caras estranhas sem se sentir idiota.
Os Alegrologistas me ensinaram muito. Experiência que levarei a vida toda. Um nariz, um jaleco, pouca coisa e muita imaginação. A criatividade que expande os limites do corpo e da matéria. É o plantar sorrisos, uma dose de cura pela alegria. É a vida toda que se contorce, e fala e grita e ri naquele palco. É o que me faz sentir mais humana e mais sublime. Sou alegria por alguns momentos. Sou palhaça!



Estou ansiosíssima pelas intervenções no hospital. Espero carregar ao menos um pouco desse espírito na bolsa e esquecer por aqueles corredores.

sábado, 1 de novembro de 2008

Quem quiser que esteja lendo este texto, já deixo um aviso antes que possam continuar. Não é um texto poético, não traz discussão interessante alguma, tampouco poderá acrescentar o que for a quem quer que venha a lê-lo. É só um texto, tímido e idiota, sem muita racionalidade e nenhuma beleza. São só algumas pobres palavras respingadas de melancolia, refletindo algum snetimento quase esquecido.
O problema todo são dois olhos. Dois olhos que insistem em fugir, deixando presos na garganta aqueles adjetivos que lhes preparei. Os mesmos olhos. Tão arredios, tão confiantes, tão belos. Os mesmos olhos que deixam jorrar sensibilidade, uma sensibilidade espessa e sincera. Os mesmos olhos...
Aqueles olhos por onde hoje eu posso ver alguma racionalidade na fuga. As íris que já não escondem algum motivo. Plausível e real. Cortante.
Tudo parece, pois, demasiado agressivo. O suor, o riso. Aos poucos ferem, sangram, cospem. Aos poucos há um rosto desfigurado. Há um rosto que se torna também agressivo, há espinhos que crescem e escondem alguma sensibilidade. Aous poucos percebo que também sou este riso e este suor. E me enojo. Aos poucos decido acreditar que ainda há alguma sensibilidade, que já não escorre por meus olhos. Alguma sensibilidade escondida, lacrada, quase perdida. Alguma sensibilidade que tem medo de se mostrar.
Quem dera o meu sorriso pudesse mostra-la, quem dera pudesse gritá-la, tão fortemente que com meu grito a fizesse matéria. Quem dera pudesse me desvencilhar de todo esse riso, desse suor. Quem dera me fizesse mais humana...
Quem dera pudesse dizer que talvez você esteja lendo esse mesmo texto, e jamais chegará a saber porque estou chorando agora...

sábado, 25 de outubro de 2008

Divagações


A cidade dorme. A cidade deleita-se em um sono profundo. A profundidade da ausência. O não-ser, o breu, a essência, o anterior à vida. A cidade cede à um arrombo no tempo-espaço, e, por alguns momentos, a cidade deixa de existir. O sufocante da não-existência. O gélido e cruel punhal que decepa as sonolentas consciências, os sonolentos anseios, as sonolentas vidas. Aquelas vidas que ali jazem, que ali se entregam voluntariariamente à quase-morte. Entregam-se à servidão do vegetar. A pausa do tumtuar eterno dos desejos, a pausa da bile e do suor, a pausa dos medos. Os lábios se calam, as mãos se acalmam, as pálpebras permanecem imóveis.O universo está imperceptível. O universo mergulha pacificamente na não-existência também. A profundidade da ausência, o horror do tiquetaquear solitário...

Agora calma, agora passa. A mãe acalma, a mãe aconchega. E chega, é só. Acalma... Amansa... Deixa ser. A santa, a trança, a cama, a nana... Ninar... Sina, mima, estima. Relaxa, estaca, espira, inspira. E só. E só. É só...

Um sopro, o vento. Vem rápido, um turbilhão! Tufão, aspereza, sagaz e violento. É máquina, é pedra. As luzes, piscar! Estrelas, manchas... Há algo! O som, ao longe, eu ouço! É som, incessante, ruído, não pára. E porque? Aonde? Aqui? Há carros, fumaça, desejo e trabalhar. É preciso nascer, é preciso retornar. Há vida, ainda há sobreviver!Um sobreviver sujo de sangue e de vida, um sobreviver descarnado de humanidade. Ainda há lama, ainda há carranca, ainda há um tênue fio de vida. Ainda há direito de sobreviver.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Humor de primeira!

O grupo "Humor de Quinta" teve a sacada genial de representar músicas de uma forma recheada de humor inteligente. Maravilhoso!
Apesar de o vídeo não ter uma boa definição, me apaixonei! Já perdi as contas de quantas vezes assiti ao video!



segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Em Busca de... Dopamina??? ( Ou "O Grande Sentido da Vida")



Qual o objetivo da sua vida? Quais são suas metas? Ser um bom profissional? Casar-se? Ter filhos? Ter muitos amigos? Aproveitar clichemente cada instante como se fosse o último?
Pois é... O que todos esses objetivos tem em comum? No fundo, todos querem a mesma coisa: aumentar os níveis de dopamina no cérebro. E só.
Pode até parecer fria essa definição da vida baseada em um neurotransmissor, mas o fato é que:
Por que um relacionamento traz felicidade?
Companheirismo? Ter alguém para dividir as alegrias e as tristezas, alguém que te ame pelo que você é e blá blá blá...
Nietzsche já dizia sabiamente que não amamos as pessoas... Amamos sim as sensações agradáveis que tal amor produz em nós. Relacionamentos aumentam os níveis de dopamina no cérebro, um neurotransmissor associado ao prazer, e esse aumento é responsável por uma sensação de felicidade.



E quanto à vida profissional? Sim, lá está também atuando a nossa tão querida e desejada dopamina. Sabe o que acontece a cada vez que estranhos negociam alguma coisa? O cérebro deles libera dopamina! E isso dá vontade de fazer mais e mais negócios! Pudera - outra coisa que induz a liberação de dopamina é a cocaína.

Quer dizer que somos todos viciados? Exatamente! Tudo o que praticamos, buscamos, realizamos tem esse único objetivo de aumentar a dosagem dessa substanciazinha no cérebro. O amor, o trabalho, a arte, o conhecimento, a espiritualidade, a caridade...

A caridade? Caros leitores, o que leva alguém a contribuir com causas humanitárias das quais não obtém retorno? Yes! A caridade aumenta a liberação de dopamina no cérebro. Como também há de concordar comigo Nietzsche, as pessoas jamais fazem o que quer que seja totalmente para os outros. Toda ação é, em seu âmago, voltada a si mesmo, voltada a uma mera estimulação em sua massa cizenta.




Afinal, o que é a vida senão uma busca incensante por Dopamina?

Inscessante.. E às vezes perigosa...

Como já disse, as drogas também são responsáveis pelo aumento na concentração de dopamina no cérebro.
Assim, o que acontece quando todas as outras formas de alcançar esse aumento nos níveis já não são suficientes, ou seja, quando há um efeito de tolerância, exatamente como acontece com as drogas? Assim, estar com pessoas queridas, trabalhar, comprar, comer... Nada mais é suficiente para elevar os níveis. Isto afeta especialmente pessoas extremamente ricas, belas e famosas... Sim, os megalomaníacos, pessoas que terminam extremamente angustiados, fazendo loucuras e abusando de drogas pesadas. As drogas seriam, pois, uma maneira prática de elevar os níveis de dopamina quando os métodos naturais perdem sua eficácia. Os exemplos são inúmeros: Michael Jackson, Britney Spears, Amy Whinehouse...



Afinal, a dopamina, o grande motivo da nossa vida, exerce um poder imenso sobre nós. A busca por esse neurotransmissor tirano fez com que ratos, em pesquisas, apertassem até 800 vezes por hora uma alavanca que levava à uma estimulação nos centros de dopamina. E o faziam, deixando de lado comida e água, mesmo quando privados de alimentação por um longo período, e mesmo quando tinham de passar por uma barreira elétrica que aplicava choques. Alguns chegavam até mesmo à exaustão.

Triste ironia dos ratos mortos de tanto prazer...
A dopamina cria a felicidade, mas também a destruição.

Quem sabe a dopamina, além de estar por trás dos megalomaníacos, também esteja na cabeça dos mártires?
Mas esse é assunto pra outro post...



E você? Já conseguiu sua diária de dopamina hoje?

domingo, 10 de agosto de 2008

Tudo sobre ausência e perda



A ausência e a perda. A ausência dói mais do que a perda.

A perda sempre cicatriza; a ausência sangra constantemente.

A ausência jorra sua púrpura dor, manchando as linhas da vida escritas com grande esforço à mesma rubra tinta. A púrpura ausência torna acinzentados os céus e amarelados os sorrisos.

A perda aprende a suspirar com admiração o horizonte do outro lado da margem do rio.A perda cura. A perda cura a si mesmo e ao ser que perde, ao passo que a ausência é o sofrimento. A ausência é o andar pacato do relógio, é o tiquetaquear eterno da espera. A ausência é a dor. A ausência é sádica.

Ausência é desejo frustado. São folhas do calendário atiradas ao lixo. É a ansiedade. É o desespero úmido e eterno. Cortante. Gélido.

Perder é marcar um encontro com um novo eu. É a desintegração e a remodelagem. A perda é o nascer, é o crespúsculo e o despertar dos olhos. É catar as peças do quebra-cabeça dos pensamentos pelo caminho. E limpar o sangue das peças, sentar à sombra das poucas àrvores e maravilhar-se mais uma vez com a beleza da imagem completa.

A perda é perceber que há cacos de vida que cortam a pele. Mas, sobretudo, a perda é unir persistentemente os cacos, com sangue, com lágrimas. A perda é colar os cacos lado ao lado harmoniosamente e vislumbrar ao fim o vitral que somos.

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Federal Way of Life



Quando se entra em uma universidade pública, a expectativa acerca das pessoas que encontraremos é muito alta. Logo imaginamos aquele clichê de professor “louco”, de estilo alternativo, extremamente conceituado e ativista. Ou então que todo o pessoal de sua sala será diferente de todas as pessoas que você já conheceu. Qual a surpresa quando você percebe que todos são muito mais parecidos com você do que você jamais supôs, e que a história de vida de muitos deles pode ser muito parecida com a sua! E quanto aos laboratórios e à infra-estrutura? Nada de anormal! Tudo simples e corriqueiro. As salas de aula são exatamente iguais àquelas da sua sala de colegial – exceto, é claro, pela ausência de ar-condicionado. E, no entanto, qual o segredo das universidades públicas? O segredo é o que se passa em cada uma dessas salas. O segredo são todas as palavras e todo o conhecimento que jorra dessas bocas incessantemente. Em um mesmo corredor podem estar sendo discutidas a política monetária do Japão, os avanços no tratamento da depressão e toda a filosofia de Descartes. E de forma invejável – diga-se de passagem. O segredo da federal não é material, palpável, mas pode ser encontrado em cada conversa de barzinho ou mesmo lanchonete. Está no ar carregado de conhecimento que aspiramos. Está em cada discussão ou mesmo conversa jogada fora nos intervalos das aulas. Está nos trabalhos sociais realizados e na parede do teatro coberta de grafite. O segredo da federal consiste em perceber que apesar de todas essas pessoas serem “normais” elas são fabulosas e te surpreendem com suas idéias diariamente. E mais do que isso, o segredo da Federal está em compreender que ela não é feita de super-heróis. É feita, como eu e você, de pessoas de carne, osso, palavras e dedicação...

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Da Janela...



Uma janela de metal, 100 centímetros quadrados de mundo. A janela olhava. Pensava a vida pelo olhar. Não olhava por seu vidro embaçado ou parapeito encardido. Olhava profundamente por seus olhos de carne, sangue e pensamentos. Flácidos pensamentos. Ela os trazia, intrísecos a seu metal colado à pele e à vida, a vida que ali se debruçava, se entregava, uma necessidade ardente e, por vezes, perigosa. E debruçada sobre esse desejo lânguido, a carne e o metal olhavam por uma única visão, a captar eternamente a metafísica do asfalto e da alma.

quinta-feira, 26 de junho de 2008

...



"Tudo é dor
E toda dor vem do desejo
De não sentirmos dor"

sábado, 31 de maio de 2008

A sabedoria popular condena que se julgue o livro pela capa. Ok... Mas como negar a atração que esta proporciona? Acredito que a grande maioria das pessoas, quando não compram livros por indicação de alguém, compram pela capa. Ela, além de ser o cartão de visita de qualquer obra, ajuda a formar a idéia que teremos dela.




Mas aonde quero chegar com isso? Muito se critica a falta de leitura dos jovens, mas acredito que a forma como os clássicos são apresentados nas escolas tem, sim, contribuído para isso.




Primeiramente: é pouco provável que alguém comece a ler por Machado de Assis. Pouquíssimos adolescentes teriam esse nome estampado no livro de cabeceira. É preciso antes disso estar familiarizado com a idéia do livro, conhecer o ritual de tê-lo nas mãos, entre as pernas, sobre o travesseiro ou na mesinha do Café. É preciso, sim, conhecer os livros. Ouvi uma vez uma entrevista - infelizmente não me lembro mais quem era o entrevistado - mas este dizia que é possível reconhecer de longe as pessoas que estão acostumadas a ler. O contato com o livro já não envolve nenhuma cerimônia. O objeto já é seu conhecido, e o ritual torna-se quase automático. Elas pegam os livros, abrem-nos, retorcem, deixam-nos sobre a cama ou ao lado do despertador. A presença do livro é agradável ou, por vezes, até mesmo indiferente. E essa indiferença é bom sinal: mostra que já se quebrou aquela imagem de livro empoeirado e misterioso no alto das prateleiras de intermináveis corredores. O livro não guarda mais mistério, mas nem por isso ele deixa de existir : o mistério está agora nas palavras. E esta descoberta é toda a questão.




Ok, mas se não é possível começar a ler pelos clássicos nem ler Machado sem estar habituado aos livros, o que fazer? É aqui que entram os autores "que falam sobre o nada" (Mais uma vez a expressão não é minha, li em algum artigo, mas também não me lembro o nome do autor). Sim! Viva J. K. Rowling! Viva Kalhed Hosseini! Autores tantas vezes massacrados pela crítica, porém essenciais na introdução de jovens no mundo dos livros. É preciso, sim, mais autores que escrevam histórias bobinhas e sem entrelinhas, livros que se compram em qualquer esquina e que não ofereçam nada ao senso crítico e à visão de mundo das pessoas. É preciso, sim, autores que escrevam sobre o nada e façam de seus livros de feira objetos indiferentes nos quartos dos jovens. E por mais contraditório que pareça, que os aproxime da extravagância deliciosa de Brás Cubas.

Mas voltando ao assunto do início do texto, como se espera que algum adolescente demonstre o mínimo interesse em abrir um daqueles livros amarelados com uma foto de um senhozinho muito antipático de monóculos? Isso cheira a monotonice! Confesso: A primeira vez que vi "Dom Casmurro" tive certeza de que nunca leria "aquilo".
Eis que, no entanto, no meu primeiro colegial aparece um livro extravagantemente laranja e florescente na minha frente, com aquele mesmo nome e nenhuma foto antipática. E confesso novamente: Me apaixonei! Não conseguia desgrudar as mãos e os olhos daquele troço laranja. E descobri que tinha me apaixonado por aquele carinha antipático de monóculos!






Os livros não deviam ser julgados pela capa. Mas eles são! E isso é muito importante para a estimulação da leitura e da cultura. Quem conheceu Machado pelo extravagante laranja sabe do que estou falando! E só isso fará com que os jovens se apaixonem pelo nossos gênios literários! Dá-le Machados multicoloridos e Clarices fosforescentes! O cult é bacana também!

domingo, 27 de abril de 2008

Que me desculpem os eventuais leitores a minha enxorrada sentimental
Mas há dias em que é preciso soltar alguns pensamentos. Alguns sentimentos.
E para uma garota tímida, nada melhor do que um blog.
Sim, este espaço todo branco, lânguido e receptivo, qual um colo da pessoa que se ama a te esperar.
A pessoa que se ama...
Ou que se acredita amar...
Quando todos os pensamentos que eram seus, exclusivamente seus, parecem se voltar contra você. Em outro corpo, em outra mente.
E todos eles, afiados, te ajoelham e te fazem admitir que você não é capaz de lidar com eles.
De que é frágil, ridícula.
Fraca, talvez
Mas que apesar de tudo, tem um desejo muito grande de que no final, tudo dê certo.
E que os sonhos, deixem de ser sonhos. E que o vento nos cabelos se transformem em mãos.Que os olhos deixem de ser receosos e estranhos.
Que os olhos se deixem olhar por horas, e aceitem os adjetivos que lhes preparei
Aqui dentro... sozinha... No escuro e na madrugada
Pensando e escrevendo em um blog
Que ninguém lerá, nem nunca saberá

Mas como é triste saber que te verei amanhã.

sexta-feira, 25 de abril de 2008

Texto perdido em um caderno antigo... Um caderno antigo entre todos os cadernos antigos do mundo. Um caderno antigo como aquele seu, guardado no fundo da gaveta e que contém todos os seus segredos mais profundos.







Estou grávida

Grávida de canções e versos que nunca verão luz. Grávida e não sou mãe, antes se entrelacem em mim a realidade e o limbo e me fazem grávida

Grávida de canções tão puras e de musicalidade tão exacerbada que conquistem o mundo

Estou grávida

E me sufocam a realidade e a rotina de um povo que se orgulha, e trabalha, e compra e morre

E me aperta o ventre a imundície de notas frias, roubadas, carros de luxo e barracões de madeira

Estou grávida do sorriso e do amor, da música, do nirvana

Grávida de vida e seu mistério, dois fetos talvez

Estou grávida e nao há tempo para o parto

Há deveres para cumprir, palavras a serem repetidas

Início de aborto: uma lágrima. Injustiça a escorrer por minha pele

É frágil a vida e estou grávida desta fragilidade

quinta-feira, 24 de abril de 2008

O que fazer desse amor?








Sorte no jogo.... Azar no amor....

sexta-feira, 28 de março de 2008

Amor??

Sim... O tema - devo concordar com vocês oportunos leitores - é bem antigo e talvez um tanto gasto. A discussão acerca dele não é diferente. Mas mais uma vez me proponho a questão: O que é o amor? O que diferencia o tal amor de um sentimento de afeto, de carinho? Seriam a mesma coisa? Seria o amor produto de uma criação humana? Um mero conceito? Uma idealização utópica? Uma acomodação a uma condição da sociedade? Ou uma forma de dar um toque - por que não? - de metafísica a essa acomodação?

Uma conversa longa, e que deu muitoo ano pra manga, com um amigo meu me fez repensar o conceito - Um tanto frio, eu assumo - que eu possuia do amor.

A algum tempo penso no amor como uma mera designação de uma condição, talvez um aspecto da vida. O amor como um afeto - não diferente de um afeto relacionado a uma amizade ou a um parentesco - em conjunto com o respeito e a compreensão. O amor como a soma de algumas características específicas, acrescidas de uma idealização.

A questão toda viria do fato de essa idealização não ser pessoal, mas produto de uma condição da sociedade - a subdivisão em casais, como células essenciais dessa sociedade. A idealização seria uma consequência da exposição e da aceitação inata dessa condição, talvez até uma expectativa, próxima a uma destinação. É então que surgem as teorias de "almas gêmeas" ou "amor eterno".

Pode parecer um tanto quanto calculista e cético. Mas de fato, ainda penso que seja um bom pensamento, e não o abandonei por completo. Nada que um bom argumento não possa abalar. Ainda mais quando esse pensamento relaciona-se à emoção. É... Aí já viu né? Em todo caso ...

O esquema final é mais ou menos assim:




Deixando claro os créditos a meu amigo Bixão. Mas prosseguindo... Segundo o esquema, a amizade, por mais afeto que reserve, é guiada por uma determinada razão. É esta razão que sustenta essa amizade, uma vez que, sem ela, a amizade se desintegra, não faz mais sentido, pode ser abandonada. O amor, por estar recoberto por uma cápsula mágica de ilusão - possivelmente a idealização - não se desintegra pela simples perda da razão. A razão envolvida nesse caso pode ter sim algum componente biológico ou norteado pela condição da sociedade - um resquício do modelo anterior. Mas há ainda um outro triângulo inserido no círculo, talvez o ponto mais crucial de todo esse texto e certamente a questão que me fez sentar em frente ao pc hj para despejar todas essas idéias. E não há uma definição para ele. Simplesmente está lá. Não acredito que seja a proximidade ou o estímulo fisiológico. É algo maior... É aquilo que te faz sorrir ao encontrar uma determinada pessoa, e achar que as mãos dela são lindas ou que a forma com que ela toma sorvete é única.. E pensar que vc passaria o dia todo ali observando ela ou ouvindo ela falar e não se cansaria.

Tudo bem... Já é tarde e eu suspeito que começo a desvairar. Ou temo assumir algum sentimento. Não sei... Não lerei o texto novamente pra não apagá-lo, se não total, parcialmente ao menos. Deixo-o aí para, quem sabe, possíveis notas mais tarde.

E você? Acredita no amor?

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

A sabedoria popular condena que se julgue o livro pela capa. Ok... Mas como negar a atração que esta proporciona? Acredito que a grande maioria das pessoas, quando não compram livros por indicação de alguém, compram pela capa. Ela, além de ser o cartão de visita de qualquer obra, ajuda a formar a idéia que teremos dela.



Mas aonde quero chegar com isso? Muito se critica a falta de leitura dos jovens, mas acredito que a forma como os clássicos são apresentados nas escolas tem, sim, contribuído para isso.



Primeiramente: é pouco provável que alguém comece a ler por Machado de Assis. Pouquíssimos adolescentes teriam esse nome estampado no livro de cabeceira. É preciso antes disso estar familiarizado com a idéia do livro, conhecer o ritual de tê-lo nas mãos, entre as pernas, sobre o travesseiro ou na mesinha do Café. É preciso, sim, conhecer os livros. Ouvi uma vez uma entrevista - infelizmente não me lembro mais quem era o entrevistado - mas este dizia que é possível reconhecer de longe as pessoas que estão acostumadas a ler. O contato com o livro já não envolve nenhuma cerimônia. O objeto já é seu conhecido, e o ritual torna-se quase automático. Elas pegam os livros, abrem-nos, retorcem, deixam-nos sobre a cama ou ao lado do despertador. A presença do livro é agradável ou, por vezes, até mesmo indiferente. E essa indiferença é bom sinal: mostra que já se quebrou aquela imagem de livro empoeirado e misterioso no alto das prateleiras de intermináveis corredores. O livro não guarda mais mistério, mas nem por isso ele deixa de existir : o mistério está agora nas palavras. E esta descoberta é toda a questão.


Ok, mas se não é possível começar a ler pelos clássicos nem ler Machado sem estar habituado aos livros, o que fazer? É aqui que entram os autores "que falam sobre o nada" (Mais uma vez a expressão não é minha, li em algum artigo, mas também não me lembro o nome do autor). Sim! Viva J. K. Rowling! Viva Kalhed Hosseini! Autores tantas vezes massacrados pela crítica, porém essenciais na introdução de jovens no mundo dos livros. É preciso, sim, mais autores que escrevam histórias bobinhas e sem entrelinhas, livros que se compram em qualquer esquina e que não ofereçam nada ao senso crítico e à visão de mundo das pessoas. É preciso, sim, autores que escrevam sobre o nada e façam de seus livros de feira objetos indiferentes nos quartos dos jovens. E por mais contraditório que pareça, que os aproxime da extravagância deliciosa de Brás Cubas.

Mas voltando ao assunto do início do texto, como se espera que algum adolescente demonstre o mínimo interesse em abrir um daqueles livros amarelados com uma foto de um senhozinho muito antipático de monóculos? Isso cheira a monotonice! Confesso: A primeira vez que vi "Dom Casmurro" tive certeza de que nunca leria "aquilo".
Eis que, no entanto, no meu primeiro colegial aparece um livro extravagantemente laranja e florescente na minha frente, com aquele mesmo nome e nenhuma foto antipática. E confesso novamente: Me apaixonei! Não conseguia desgrudar as mãos e os olhos daquele troço laranja. E descobri que tinha me apaixonado por aquele carinha antipático de monóculos!



Os livros não deviam ser julgados pela capa. Mas eles são! E isso é muito importante para a estimulação da leitura e da cultura. Quem conheceu Machado pelo extravagante laranja sabe do que estou falando! E só isso fará com que os jovens se apaixonem pelo nossos gênios literários!

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

A meu melhor remetente

Não, vc com ctz tem mtoo o que me perdoar. Me perdoar por ser uma idiota com medo de se arriscar e que negava a si mesma que era apaixonada por vc. Me perdoar pq passei o dia todo pensando nisso e perdi o sono a noite, e nunca pensei que aquela faixa pendurada no meu portão pudesse me causar nojo de mim mesma. E porque tive todo o tempo, mas agora que vc está bem, venho dizer estas coisas, mesmo sabendo que isso não é justo. Pq, vc sabe o qnto sou fechada e o qnto isso me custa, mas não poderia nunca cometer este erro outra vez. Nem negar que estou chorando agora.

terça-feira, 29 de janeiro de 2008

A quem me lê

Alguns acontecimentos desta semana me fizeram retornar a algum passado, não longe. Me levaram de volta a alguns sonhos, os desejos secretos de uma garota de quinze anos. Quando vivia com os pés tão longe do chão, as idéias ferviam em minha mente. Quando Flávia era só pensamentos e sonhos. E nada mais.
Houve um tempo em que, inocentenmente, me auto-intitulava "livre-pensadora" e, como muitos, também questionava as convenções e instituições sociais. Houve um tempo em que acreditava piamente que era livre, e lutei contra muitos por acreditar nisso. Chorei muito... Errei muito. Mas acima de tudo, aprendi muito. Algumas brasas sempre continuaram acesas, apesar do meu falso esquecimento da fogueira. Mas estas centelhas insistem... São cruéis e perigosas... mas lindas! Como sempre foram!
Revi o meu tripé, aquele sobre o qual me apoiei em sua construção. Machado de Assis - Humberto Gessinger - Michel Melamed (os criadores) ou Memórias Póstumas de Brás Cubas - Engenheiros do Hawaii - Re[corte] Cultural (as criaturas). E percebi que os sonhos continuam queimando tão vivamente dentro de mim.
Ler novamente o nosso grande mestre literário, ironizando a nossa mesquinhez humana e sentir que ainda me maravilho cada vez que percorro suas palavras impressas. Ver novamente Michel Melamed e perceber que ele me surpreende cada vez mais. E finalmente, ouvir Refrão de um Bolero e ver aflorar à minha mente aquele misto de sensações e intrepretações - e ainda ficar arrepiada!
Sei que os eventuais leitores do blog não tem intresse na minha minha vida. Nem eu sou fã de falar de mim mesma - quem me conhece sabe.
O meu objetivo é deixar aqui esta indicação - aos corajosos que também desejam queimar-se por dentro com os mesmos sonhos que me queimam. A quem acha que há muito além da carne e da mesquinhez da rotina:

[b] OUÇA -> Engenheiros do Hawaii
http://www.orkut.com/CommMsgs.aspx?cmm=6244330&tid=2476513271439847912

VEJA -> Re[corte] Cultural
http://www.youtube.com/watch?v=C9r7pRII0Tg

LEIA -> Machado de Assis
http://www.dominiopublico.gov.br/pesquisa/ResultadoPesquisaObraForm.do


[/b]Tome à vontade!

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

Jornalismo participativo






Que a internet revolucionou o modo como lidamos com a informaçãoe o conhecimento não é nenhuma novidade. E um dos pilares principais sobre o qual se erigiu essa revolução foi o formato wiki. Tendo como principal representante, o top of mind, a wikipedia, o wiki parte de uma idéia simples - mas inovadora - manter-se somente com a colaboração dos internautas. E estes colaboraram! A wikipedia recebe hoje um grande número de visitantes e é uma das mais importantes fontes de informação na internet. Tudo escrito por anônimos.


O grande número de blogs por aí, que aumenta dia após dia e obriga sites de busca a pensar na possibilidade de criar uma categoria específica para eles, é testemunha da quantidade de internautas interessados em expor suas idéias na rede.


Espera aí! Por que não unir os dois??


É esta a proposta do Brasil Wiki! Um jornal participativo para os jornalistas de final de semana. Um lugar para expor pensamentos, informação, propor debates ou mesmo postar textos políticos ou crônicas. E o melhor de tudo: é essencialmente democrático, como todo wiki.


Deixo aqui a minha indicação do dia:


http://www.brasilwiki.com.br/



Entre e tome à vontade!

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

De Chuck Taylor a Stuart Little - O All Star na sociedade

Do básico aos customizados modernos, o All Star acompanhou várias gerações, tornando-se um ícone de importantes movimentos e formas de pensar.
Surgido em 1917, tornou-se popular apenas em 1923, qndo o jogador de basquete Chuck Taylor colocou novas idéias para a fabricação de um modelo para a prática do esporte, já que não havia calçados para isso na época. O tênis foi sucesso imediato, e se tornou ícone dos jogadores de basquete da década de 20.



Mas o tênis também viveu tempos ruins. É, pois seu design básico e durabilidade acabaram por determinar a sua escolha como calçado oficial das forças armadas americanas na Segunda Guerra Mundial.

Nos anos 50 e 60, o All Star compunha o look obrigatório dos jovens, uma forma de mostrar que acompanhavam o pensamento de seus ídolos. O tênis testemunhou o nascimento do punk e passou a ser adotado por bandas do calibre de Os Ramones e, mais tarde, do roqueiro Kurt Cobain



Foi febre na década de 80, com um modelo "3 em 1", em que a sola de borracha era ligada por um zíper a parte de cima.

Hoje, com mais de um bilhão de pares do Chuck Taylor vendidos e uma bela bagagem cultural, o All Star é adotado pelos fãs de punk rock moderno e adeptos da cultura "emo", além de manter aquele gostinho de nostalgia e uma imagem "Cult"



O All Star é comercializado em 144 países e tornou-se tão popular que cerca de 65% dos americanos possuem pelo menos um par dele.
Além disso, tem motivo pra se gabar, figurando em filmes e nos pés de gente inteligente e talentosa como George Harrinson, o guitarrista Dave Murray do Iron Maiden, Ozzy, Humberto Gessinger e até mesmo - deixei para o final de propósito - Stuart Little!
Nada mal para um tênis de borracha!

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Realmente incoveniente


Quem é que não se sente apavorado ao assistir a documentários que tratam do aquecimento global, como "Uma verdade incoveniente"?? Quem é que não sente medo ao pensar no futuro do planeta?? Não se sente comovido ao ver a foto do urso polar isolado em um bloco de gelo em meio ao oceano, cujo nível sobe dia após dia?

E apesar disso tudo, seja sincero: Você mudou seus hábitos para salvar o planeta?? Passou a usar mais os transportes públicos? Tirou a magrela da garagem?? Diminuiu o seu tempo de banho?

E mesmo assim, você tem a certeza de que nao é o único que sonha que o nosso planetinha azul ainda tenha solução


Em sua edição especial de dezembo, a Super (desculpe pela segunda menção em dois posts, mas a revista tem cada vez mais se superado)lançou um guia de como ser eco sem ser chato. Com fotos do João Gordo segurando frágeis plantinhas, a matéria trazia dicas simples e eficientes, ou até mesmo inusitadas, para reduzir suas emissões de carbono e ajudar os demais 6 milhões de moradores a preservar a nosa casa. Escolha a sua.


Aí vai a lista:


1- Use móveis de madeira

2- Tampe a panela

3- Evite plástico e vidro

4- Tome banho pela manhã

5- Pague suas contas online

6- Desligue o fogão

7- Use a água da lavadora de roupas para regar o gramado

8- Prefira alimentos locais

9- Pinte o telhado de branco

10- Tome água da torneira

sábado, 12 de janeiro de 2008

Começando...

Tudo bem que a internet é um veículo totalmente democrático. Então, nada de culpá-la por seu conteúdo. A internet - fique claro - é apenas um reflexo da sociedade. Mas a quantidade de lixo que se encontra todos os dias no mundo digital é de deixar - no mínimo - desanimado com ela. Ainda assim, no meio de tudo isso, há sempre os nossos catadores - de pérolas!
Infelizmente não me lembro onde encontrei a indicação
Mas é realmente uma iguaria do humor nacional
Nada de mulheres de decotes e mini-saia (Meu repúdio a elas e a estes programas que se dizem humorísticos, mas principalmente, meu repúdio a seus telespectadores)
O negócio aqui é fazer piada sobre absolutamente qualquer assunto
De celebridades à política
Ao estilo de uma paródia da Wikipédia, tem textos bem construídos e inteligentes

Entre, e tome à vontade:
http://desciclo.pedia.ws/wiki/P%C3%A1gina_principal