Uma conversa longa, e que deu muitoo ano pra manga, com um amigo meu me fez repensar o conceito - Um tanto frio, eu assumo - que eu possuia do amor.
A algum tempo penso no amor como uma mera designação de uma condição, talvez um aspecto da vida. O amor como um afeto - não diferente de um afeto relacionado a uma amizade ou a um parentesco - em conjunto com o respeito e a compreensão. O amor como a soma de algumas características específicas, acrescidas de uma idealização.
A questão toda viria do fato de essa idealização não ser pessoal, mas produto de uma condição da sociedade - a subdivisão em casais, como células essenciais dessa sociedade. A idealização seria uma consequência da exposição e da aceitação inata dessa condição, talvez até uma expectativa, próxima a uma destinação. É então que surgem as teorias de "almas gêmeas" ou "amor eterno".
Pode parecer um tanto quanto calculista e cético. Mas de fato, ainda penso que seja um bom pensamento, e não o abandonei por completo. Nada que um bom argumento não possa abalar. Ainda mais quando esse pensamento relaciona-se à emoção. É... Aí já viu né? Em todo caso ...
O esquema final é mais ou menos assim:

Deixando claro os créditos a meu amigo Bixão. Mas prosseguindo... Segundo o esquema, a amizade, por mais afeto que reserve, é guiada por uma determinada razão. É esta razão que sustenta essa amizade, uma vez que, sem ela, a amizade se desintegra, não faz mais sentido, pode ser abandonada. O amor, por estar recoberto por uma cápsula mágica de ilusão - possivelmente a idealização - não se desintegra pela simples perda da razão. A razão envolvida nesse caso pode ter sim algum componente biológico ou norteado pela condição da sociedade - um resquício do modelo anterior. Mas há ainda um outro triângulo inserido no círculo, talvez o ponto mais crucial de todo esse texto e certamente a questão que me fez sentar em frente ao pc hj para despejar todas essas idéias. E não há uma definição para ele. Simplesmente está lá. Não acredito que seja a proximidade ou o estímulo fisiológico. É algo maior... É aquilo que te faz sorrir ao encontrar uma determinada pessoa, e achar que as mãos dela são lindas ou que a forma com que ela toma sorvete é única.. E pensar que vc passaria o dia todo ali observando ela ou ouvindo ela falar e não se cansaria.
Tudo bem... Já é tarde e eu suspeito que começo a desvairar. Ou temo assumir algum sentimento. Não sei... Não lerei o texto novamente pra não apagá-lo, se não total, parcialmente ao menos. Deixo-o aí para, quem sabe, possíveis notas mais tarde.
E você? Acredita no amor?

2 comentários:
olá maravilhosa e bela Flavia!
adorei a forma inteligente como trouxeste - nos essas belas e ilustres linhas Pois é um tema bastante complexo, e mais... é ele que nos sustenta!
O final... vce fechou com chave de ouro (o esquema)_ parabéns!
Toda força do mundo!
Espero sua visita
VV
Olá !!!
Gostei do texto, bom saber q tem gente q ainda usa o blog ... tou colocando um link do seu blog no meu...
Sobre o seu texto:
Texto mto bom - não sei acredito ainda em amor, mas tenho certeza de que é um sentimento e por isso não tem como pensar racionalmente sobre o que ele é, acho que é algo penas para ser vivido e não pensado...
voltando ao blog:
www.sacoquasecheio.blogger.com.br
o endereço do blog meu e de uns amigos, tá há um tempo sem post novo mas se vc revirar um pouquinho acha algumas coisas legais
Bju - Luiz Psico
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