terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Sobre olhos e mente

Feche um dos olhos e foque sua visão no que estiver a sua frente. Agora abra-o, feche o outro olho e continue a focar a mesma direção. Por fim, veja a mesma cena com os dois olhos. Percebeu a diferença?

Vou ser sincera: de imediato, também não fui capaz de percebê-la. Foi apenas depois de algum tempo de examinação curiosa que a diferença cresceu e consegui notá-la.

A principio, pode parecer muito sutil, mas com o tempo fica claro: a percepção de profundidade só existe com a fusão da imagem captada pelos dois olhos. A visão de apenas um olho é plana, bidimensional. É como se os objetos, distantes e próximos, estivessem todos juntos, em uma superfície de fotografia. É preciso que a imagem dos dois olhos se fundam em uma única para haver a discriminação perfeita da distância.

É fácil perceber isto ao observar um dedo bem a frente dos olhos. A imagem do olho direito revela a "frente" do dedo, bem como uma parte da lateral direita. Já a imagem do olho esquerdo revela a "frente" e uma parte da lateral esquerda. Fundidas as imagens, ao se observar o dedo com os dois olhos, é possível ver ao mesmo tempo as três partes: a "frente", a lateral direita e a esquerda: uma imagem tridimensional!

Normalmente, no dia-a-dia, não nos damos conta deste fato. Mas o que aconteceria se, por um infeliz acidente, você perdesse esta capacidade e passasse a ver, de uma hora para a outra, o mundo de uma maneira plana, como uma fotografia?

Este é o drama do famoso neurologista Oliver Sacks. Sacks, que sempre fora admirador desta capacidade, vê-se perdendo-a progressivamente em virtude de uma doença. E revela detalhadamente este experiência em seu livro O Olhar da Mente, em meio a diversas outras histórias formidáveis sobre os limites entre os olhos e a mente.

Sacks explora estes limites relatando casos curiosos - e por vezes trágicos - de pacientes. Histórias como o caso do homem que perdeu subitamente sua capacidade de ler, embora sua visão estivesse totalmente preservada e mantivesse sua capacidade de compreender letras individualmente.

Os casos revelam que a relação entre a mente e os olhos é bastante complexa e por vezes mesmo obscura. E que os processos realizados entre o fato de você olhar para sua mão e formar a imagem dela em sua mente parecem ser conduzidos majoritariamente pelo seu cérebro, não pelo seus olhos, de uma maneira incrivelmente complexa e bela.


Vale a pena ler!



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sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Retratos

Não sei porque, mas ando obcecada por fotografias. Passo horas navegando por sites de fotógrafos. E aí, é claro, achei que pudesse me meter a ser pseudo-fotógrafa também. E foi em uma mesa de sinuca que resolvi tentar...




quinta-feira, 3 de novembro de 2011

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

O desconforto que nós, mulheres ocidentais, sentimos quando olhamos para uma mulher sob uma burca, está presente ali também, debaixo dela? Os casamentos arranjados causam nas noivas tanto desagrado quanto imaginamos quando nos colocamos em seu lugar?
Estas eram questões que me intrigavam sempre, especialmente depois de algumas doses de aulas de antropologia na faculdade. Afinal, algumas tradições são questão de desrespeito aos direitos humanos ou apenas de existência de diferentes culturas?
Acredito que O Livreiro de Cabul respondeu-me estas perguntas - dando-lhe as mais trágicas respostas.
O livro descreve o cotidiano de uma família afegã - não uma família típica, como diria Asne, mas singular.
E, página a página, é possível perceber o quanto o respeito quase incondicional à tradições antigas é fator de opressão a quase todos os seu membros. Desde o adolescente confinado à livraria do pai, sonhando com estudos, amigos e mulheres, até a irmã mais nova do livreiro, escrava da família, a qual parece fadada a passar seus dias varrendo a insistente poeira do chão.
No entanto, o livro surpreendeu-me ainda mais a expor homens e mulheres que indignam-se com seu destino, fogem, vão à luta, procuram por uma vida melhor. Mulheres, inclusive, que vão à rua calçando chinelos e sandálias em protestos contra a burca e a opressão sofrida.

Para então apenas perceberem o quanto é inútil tentar...


Vale a pena ler!

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quarta-feira, 3 de agosto de 2011

sábado, 30 de julho de 2011

O rock está vivo.

Em tempos em que Cláudia Leitte é escalada para o Rock in Rio, tive a oportunidade de ir ao show dos Titãs, no Sesc Catanduva, e perceber que o bom rock brasileiro ainda está vivo.




É emocionante assistir a uma banda com 25 anos de história, levar ao seu show jovens, adultos e até mesmo idosos - uma velhinha muito cute apareceu várias vezes no telão, na primeira fila e cantando todas as músicas. E fazer todos se emocionarem com letras como Epitáfio e mesmo gritar músicas como Vossa Excelência de forte teor político e rebelde.

Valeu a pena!

Vossa Excelência

Estão nas mangas
Dos Senhores Ministros
Nas capas
Dos Senhores Magistrados
Nas golas
Dos Senhores Deputados
Nos fundilhos
Dos Senhores Vereadores
Nas perucas
Dos Senhores Senadores...

Senhores! Senhores! Senhores!
Minha Senhora!
Senhores! Senhores!
Filha da Puta! Bandido!
Corrupto! Ladrão! Senhores!
Filha da Puta! Bandido!
Senhores! Corrupto! Ladrão!...

Sorrindo para a câmera
Sem saber que estamos vendo
Chorando que dá pena
Quando sabem que estão em cena
Sorrindo para as câmeras
Sem saber que são filmados
Um dia o sol ainda vai nascer
Quadrado!...

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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Mãe, to na revista!



É sempre bom receber reconhecimento. Seja na forma de um prêmio ou de um simples elogio, o reconhecimento é a principal mola propulsora para qualquer trabalho. Foi assim que me senti quando a empresa júnior de que faço parte foi apontada em uma reportagem da revista Kappa, de São Carlos. Pode parecer pouca coisa, mas acredito que tenha sido responsável pela injeção de muita motivação na empresa, e especialmente em mim!

Valeu a pena!

Versão digital da revista - a resportagem está nas páginas 26 e 27

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