Que me desculpem os eventuais leitores a minha enxorrada sentimental
Mas há dias em que é preciso soltar alguns pensamentos. Alguns sentimentos.
E para uma garota tímida, nada melhor do que um blog.
Sim, este espaço todo branco, lânguido e receptivo, qual um colo da pessoa que se ama a te esperar.
A pessoa que se ama...
Ou que se acredita amar...
Quando todos os pensamentos que eram seus, exclusivamente seus, parecem se voltar contra você. Em outro corpo, em outra mente.
E todos eles, afiados, te ajoelham e te fazem admitir que você não é capaz de lidar com eles.
De que é frágil, ridícula.
Fraca, talvez
Mas que apesar de tudo, tem um desejo muito grande de que no final, tudo dê certo.
E que os sonhos, deixem de ser sonhos. E que o vento nos cabelos se transformem em mãos.Que os olhos deixem de ser receosos e estranhos.
Que os olhos se deixem olhar por horas, e aceitem os adjetivos que lhes preparei
Aqui dentro... sozinha... No escuro e na madrugada
Pensando e escrevendo em um blog
Que ninguém lerá, nem nunca saberá
Mas como é triste saber que te verei amanhã.
domingo, 27 de abril de 2008
sexta-feira, 25 de abril de 2008
Texto perdido em um caderno antigo... Um caderno antigo entre todos os cadernos antigos do mundo. Um caderno antigo como aquele seu, guardado no fundo da gaveta e que contém todos os seus segredos mais profundos.

Estou grávida
Grávida de canções e versos que nunca verão luz. Grávida e não sou mãe, antes se entrelacem em mim a realidade e o limbo e me fazem grávida
Grávida de canções tão puras e de musicalidade tão exacerbada que conquistem o mundo
Estou grávida
E me sufocam a realidade e a rotina de um povo que se orgulha, e trabalha, e compra e morre
E me aperta o ventre a imundície de notas frias, roubadas, carros de luxo e barracões de madeira
Estou grávida do sorriso e do amor, da música, do nirvana
Grávida de vida e seu mistério, dois fetos talvez
Estou grávida e nao há tempo para o parto
Há deveres para cumprir, palavras a serem repetidas
Início de aborto: uma lágrima. Injustiça a escorrer por minha pele
É frágil a vida e estou grávida desta fragilidade

Estou grávida
Grávida de canções e versos que nunca verão luz. Grávida e não sou mãe, antes se entrelacem em mim a realidade e o limbo e me fazem grávida
Grávida de canções tão puras e de musicalidade tão exacerbada que conquistem o mundo
Estou grávida
E me sufocam a realidade e a rotina de um povo que se orgulha, e trabalha, e compra e morre
E me aperta o ventre a imundície de notas frias, roubadas, carros de luxo e barracões de madeira
Estou grávida do sorriso e do amor, da música, do nirvana
Grávida de vida e seu mistério, dois fetos talvez
Estou grávida e nao há tempo para o parto
Há deveres para cumprir, palavras a serem repetidas
Início de aborto: uma lágrima. Injustiça a escorrer por minha pele
É frágil a vida e estou grávida desta fragilidade
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