
Confesso que no começo tive dúvidas. Um médico extremamente brilhante, mal-humarado e grosso, e que apesar de tudo, acaba por despertar alguma afeição em você? Não... Fácil demais.
A curiosidade venceu, por fim, e comecei a acompanhar a série (Ok, o primeiro episódio que assisti foi o décimo da quarta temporada!Mas...). Acabei me apaixonando!
O médico de meia idade, que não traz nem no rosto, nem nas roupas, muito menos na postura um quê de superioridade, arrogância ou qualquer aspecto que pudesse despertar admiração. Não é um galã... Manca e traz sempre consigo uma bengala. Parece o avesso de um modelo de personagem de sucesso. Apesar disso, acaba-se por nutrir um respeito por este homem. Respeito não conquistado de forma cordial, diga-se de passagem. House é quase sempre rude e um tanto quanto incoveniente. Seus defeitos são encacarados ao olhar do espectador. House pode ser visto abusando de seu poder para humilhar outras pessoas ou mesmo fazer chantagens. Mas sua genialidade é o aspecto que predomina. E apesar de tudo, ainda se cria um afeto e uma admiração por este homem. Incrível!
O ambiente em que se passa a série também não é nada cordial. O cenário é um hospital, e a rotina é a vida contra a morte. Em sua forma mais concreta. Visualizamos a tênue linha que as separa. E somos confrontados a cada série com os limites da medicina e do próprio homem.
H ouse me conquistou. E não pelo roteiro muito bem escrito, nem mesmo pela curiosidade pela medicina. House me conquistou pela realidade que traz. Uma realidade exposta e gritante. Uma realidade que incomoda, remexe em nosso íntimo e nos faz admitir que não estamos preparados para lidar com algumas de suas questões. Em House, há personagens inseguros, personagens que traem, personagens que erram, personagens que vêem seus sonhos desmoronando, personagens que estão morrendo e personagens que morrem. Há personagens reais. Há, acima de tudo, realidade nua e crua.
Não fossem as sacadas geniais do Dr House, acho que quase não acreditaria que se trata de ficção

3 comentários:
Olá, Frau! Adorei seu comentário. É verdade, ninguém tem a resposta certa para definir a complexidade chamada ser humano. Até encontrarem, vamos inventando, dando palpites, chutes. Só assim para amenizarmos a frustração de não entender nós mesmos. Frustrante, sim, muito frustrante.
Volte sempre.
abnisland.blogspot.com
Oi, Frau. Também gosto muito de House! Inclusive, é uma das poucas coisas que vejo na tv, além de filmes.
Fico feliz por saber que você gostou de minhas fotos. :)
Beijos e bom domingo.
Olá, Frau! (seguindo a linha dos que qui já passaram...rs)
Quando entrei aqui sabia que já tinha vindo aqui antes...
Muito bom o lugar.
Quanto a House, conheço várias pessoas que assistem, e nenhuma mostrou descontentamento com o que viu.
Apenas eu que não acompanho nenhuma série. Não sei a razão...
Quem sabe mudo de idéia.
Até mais
All3X
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