sábado, 1 de novembro de 2008

Quem quiser que esteja lendo este texto, já deixo um aviso antes que possam continuar. Não é um texto poético, não traz discussão interessante alguma, tampouco poderá acrescentar o que for a quem quer que venha a lê-lo. É só um texto, tímido e idiota, sem muita racionalidade e nenhuma beleza. São só algumas pobres palavras respingadas de melancolia, refletindo algum snetimento quase esquecido.
O problema todo são dois olhos. Dois olhos que insistem em fugir, deixando presos na garganta aqueles adjetivos que lhes preparei. Os mesmos olhos. Tão arredios, tão confiantes, tão belos. Os mesmos olhos que deixam jorrar sensibilidade, uma sensibilidade espessa e sincera. Os mesmos olhos...
Aqueles olhos por onde hoje eu posso ver alguma racionalidade na fuga. As íris que já não escondem algum motivo. Plausível e real. Cortante.
Tudo parece, pois, demasiado agressivo. O suor, o riso. Aos poucos ferem, sangram, cospem. Aos poucos há um rosto desfigurado. Há um rosto que se torna também agressivo, há espinhos que crescem e escondem alguma sensibilidade. Aous poucos percebo que também sou este riso e este suor. E me enojo. Aos poucos decido acreditar que ainda há alguma sensibilidade, que já não escorre por meus olhos. Alguma sensibilidade escondida, lacrada, quase perdida. Alguma sensibilidade que tem medo de se mostrar.
Quem dera o meu sorriso pudesse mostra-la, quem dera pudesse gritá-la, tão fortemente que com meu grito a fizesse matéria. Quem dera pudesse me desvencilhar de todo esse riso, desse suor. Quem dera me fizesse mais humana...
Quem dera pudesse dizer que talvez você esteja lendo esse mesmo texto, e jamais chegará a saber porque estou chorando agora...

Um comentário:

Abner Moreira disse...

Valeeeeeu Frau! Volte sempre! A Ilha está sempre aberta. ;D