"Budapeste, no exato momento em que termina, transforma-se em poesia." — José Miguel WisnikAcredito que não há melhor forma de se descrever a sensação que fica ao final de "Budapeste" de Chico Buarque.
Sim, confesso que fiquei realmente apaixonada pelos seus livros, e por este senti alguma atração ainda mais especial.
O enredo leve e delicioso é carregado de metáforas inteligentes e inesperadas, bem como o são os relatos de pensamentos e sentimentos do personagem José Costa. Aliás, o inesperado é elemento constante no livro. A história é repleta de reviravoltas, reencontros, partidas e chegadas
de modo que é gerado diante dos leitores um personagem em dúvida com relação a própria identidade. Um personagem completamente dividido entre dois países, duas línguas, dois lares, duas mulheres.Aliás, é esta crise o ponto forte do livro, capaz de trazer questionamentos acerca de nossa própria noção de identidade e - por que não? - individualidade. Afinal, o que nos define? Somos pessoas diferentes em contextos diferentes? É possível ter duas identidades?
Seja por esta provocação, seja pelo simples gosto pela literatura:
Vale a pena ler!

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